Está chegando a hora!
Todos os anos, entre março e maio, milhões de brasileiros têm um compromisso importante com a Receita Federal: a entrega da declaração do imposto de renda. E, embora já acostumados com esse processo, a cada novo ciclo surgem dúvidas sobre prazos, regras e principalmente sobre como declarar bens como imóveis.
Se você comprou um apartamento recentemente, começou a investir em patrimônio ou simplesmente quer entender melhor como funciona o imposto de renda 2026, este guia foi feito para te ajudar! Aqui reunimos as principais informações sobre o tema, explicando de forma clara quem precisa declarar, quais são os períodos mais importantes e como informar corretamente a compra de um imóvel.
Afinal, organização financeira também faz parte da realização de grandes conquistas, como adquirir um novo lar.
O que é o imposto de renda e por que ele precisa ser declarado?
O imposto de renda é um tributo federal cobrado sobre os rendimentos e a evolução patrimonial das pessoas. Todos os anos, os contribuintes precisam informar à Receita Federal o que ganharam, gastaram e adquiriram ao longo do ano anterior.
Na prática, a declaração serve para registrar informações como:
- Salários, aposentadorias ou outras fontes de renda;
- Investimentos e aplicações financeiras;
- Bens adquiridos, como imóveis e veículos;
- Despesas dedutíveis, como gastos médicos e educação;
- Financiamentos ou dívidas.
Mesmo quem já teve imposto descontado diretamente no salário pode precisar declarar. Isso acontece porque a Receita utiliza a declaração anual para verificar se houve imposto pago a mais ou a menos.
Quando o contribuinte pagou mais imposto do que deveria ao longo do ano, por exemplo, ele pode receber a restituição.
Imposto de renda 2026: principais datas para acompanhar
O calendário oficial do imposto de renda 2026 ainda é divulgado pela Receita Federal no início do período de declaração. No entanto, tradicionalmente ele segue um padrão semelhante todos os anos.
De forma geral, o cronograma costuma ser assim:
- Início do prazo de entrega
Normalmente acontece na primeira quinzena de março. - Prazo final para envio da declaração
Geralmente ocorre no final de maio. - Pagamento das restituições
As restituições costumam ser liberadas em lotes mensais, começando entre maio e junho e seguindo até o final do ano.
Embora pareça simples, muitas pessoas deixam a declaração para a última hora. O ideal é reunir todos os documentos com antecedência, como informes de rendimento, comprovantes de despesas e contratos de bens adquiridos.
Quem entrega a declaração logo no início do prazo também costuma ter prioridade no recebimento da restituição, caso tenha valores a receber.
Quem precisa declarar o imposto de renda 2026?
Nem todo brasileiro precisa entregar a declaração. A obrigatoriedade depende de alguns critérios definidos pela Receita Federal.
Com base nas regras aplicadas no último ciclo, que normalmente servem como referência para o ano seguinte, devem apresentar a declaração os contribuintes que, em 2025, se enquadrarem em pelo menos uma das situações abaixo:
- Pessoas que tiveram rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias, pensões ou aluguéis, acima de R$ 33.888 no total anual.
- Contribuintes que receberam valores isentos ou tributados exclusivamente na fonte, como indenizações ou rendimentos de aplicações específicas, que ultrapassaram R$ 200 mil no ano.
- Produtores rurais cuja receita bruta da atividade rural superou R$ 169.440 durante o período.
- Quem obteve lucro na venda de bens, como imóveis, veículos ou outros direitos, gerando ganho de capital.
- Investidores que realizaram operações na bolsa de valores, mercado de mercadorias ou contratos futuros, quando o volume total negociado ultrapassou R$ 40 mil.
- Pessoas que tiveram lucro em operações de day trade, aquelas em que a compra e a venda de ativos acontecem no mesmo dia.
- Contribuintes que venderam ações com ganho financeiro em meses em que o total de vendas superou R$ 20 mil.
- Quem possuía patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025, incluindo imóveis, veículos, investimentos e outros bens.
- Pessoas que passaram a morar no Brasil em 2025, tornando-se residentes fiscais no país.
- Contribuintes que possuem bens, investimentos ou participações em empresas localizadas no exterior.
- Aqueles que são titulares de estruturas de investimento internacionais, como trusts.
- Quem atualizou bens ou aplicações financeiras no exterior pelo valor de mercado ou recebeu rendimentos provenientes dessas entidades estrangeiras.
- Pessoas que venderam um imóvel residencial e utilizaram o valor obtido para comprar outro imóvel em até 180 dias, optando pela isenção do imposto sobre o ganho de capital.
Essas regras ajudam a Receita Federal a acompanhar a evolução patrimonial dos contribuintes e garantir que todas as informações estejam consistentes.
Nova regra de isenção para quem ganha até R$ 5.000
Uma mudança importante entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026: a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês (ou R$ 60 mil por ano).
A nova regra beneficia trabalhadores, aposentados e pensionistas e tem como objetivo reduzir a carga tributária para quem está nas faixas de renda mais baixas e intermediárias.
Atenção: a regra não muda a declaração do IR 2026
Apesar de a nova faixa de isenção já estar valendo desde janeiro de 2026, é importante entender um detalhe essencial.
A declaração de imposto de renda entregue em 2026 se refere aos rendimentos de 2025. Ou seja, ela ainda segue as regras anteriores da tabela do imposto de renda.
Na prática:
- A nova isenção começa a impactar os salários recebidos a partir de 2026.
- Os efeitos na declaração só serão percebidos no imposto de renda entregue em 2027, referente ao ano-base 2026.
Por isso, mesmo com a nova faixa de isenção já em vigor, os contribuintes ainda devem seguir as regras anteriores ao preencher o imposto de renda 2026.
Como declarar compra de imóveis no ano anterior
Quem adquiriu um imóvel no ano-base da declaração precisa informar essa compra no imposto de renda 2026, já que imóveis fazem parte do patrimônio do contribuinte. A informação deve ser registrada na ficha “Bens e Direitos” do programa da Receita Federal.
Veja os pontos principais para preencher corretamente.
Informe o imóvel na ficha correta
No campo “Bens e Direitos”, selecione o grupo de imóveis e escolha o código correspondente ao tipo de bem, como apartamento, casa ou terreno.
No campo de descrição, inclua informações como:
- Endereço do imóvel
- Data da compra
- Nome e CPF ou CNPJ do vendedor
- Forma de pagamento (à vista ou financiado)
Esses detalhes ajudam a deixar a declaração mais clara e completa.
Declare sempre o valor pago
Um ponto importante é que o imóvel deve ser declarado pelo valor de aquisição, ou seja, o total que foi pago até o momento e não pelo valor atual de mercado.
Se o imóvel foi comprado à vista, informe o valor total da compra. Já no caso de financiamento, o valor declarado deve ser apenas o que já foi pago até o final do ano-base da declaração.
Imóveis financiados
Quando o imóvel é financiado, não é necessário declarar a dívida separadamente. Basta informar na descrição que o bem foi adquirido por financiamento e indicar a instituição financeira.
A cada nova declaração, o contribuinte deve somar as parcelas pagas no ano ao valor já declarado anteriormente, atualizando gradualmente o custo do imóvel.
Reformas também podem ser incluídas
Se você realizou reformas ou melhorias no imóvel, esses gastos também podem ser adicionados ao valor declarado, desde que haja notas fiscais ou comprovantes.
Além de manter a declaração correta, esse registro pode ser útil no futuro, especialmente caso o imóvel seja vendido e seja necessário calcular o ganho de capital.
Organização financeira facilita a declaração
Muitas pessoas veem o imposto de renda como algo complicado, mas grande parte da dificuldade está apenas na falta de organização ao longo do ano. Guardar contratos, salvar comprovantes e manter registros financeiros atualizados faz toda a diferença quando chega o momento de declarar.
Além de facilitar a declaração, esse cuidado também ajuda a ter uma visão mais clara do próprio patrimônio e das decisões financeiras tomadas ao longo do tempo.
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